A Geração Alfa já começa a chamar a atenção de especialistas, educadores e do mercado de trabalho. Assim como ocorreu com os Millennials e a Geração Z, esses jovens serão alvo de críticas e previsões sobre seu futuro profissional e social.
Contudo, será que eles realmente seguirão o mesmo caminho ou terão a oportunidade de quebrar o ciclo que marcou as gerações anteriores?
O ciclo das críticas intergeracionais
Desde a Antiguidade, os mais velhos enxergam os jovens como desinteressados ou menos preparados para os desafios da vida adulta. Há registros de que, na Grécia Antiga, Sócrates teria afirmado que os jovens “não respeitam os mais velhos e são mal-educados”. No Império Romano, Cícero reclamava da falta de disciplina da nova geração.
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Esse padrão se repetiu ao longo da história. Os Millennials foram rotulados como “nem-nem” (jovens que não estudam nem trabalham), enquanto a Geração Z foi criticada por sua suposta passividade. Agora, a Geração Alfa começa a ser alvo das mesmas desconfianças, mesmo antes de ingressar no mercado de trabalho.
A ilusão da ruptura tecnológica
Muito se fala sobre o impacto da tecnologia no comportamento dos jovens, mas a verdadeira transformação ocorre quando uma nova geração assume o protagonismo no trabalho e na cultura. Dessa forma, o problema não reside na tecnologia, mas na resistência das gerações anteriores em aceitar mudanças.
As novas formas de comunicação, o uso de inteligência artificial e a automação moldarão a trajetória da Geração Alfa de um jeito que ainda não compreendemos totalmente. No entanto, é natural que esses avanços tragam novas habilidades e formas de interação que parecerão estranhas para os mais velhos, assim como ocorreu com as gerações passadas.
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O futuro da Geração Alfa
Os jovens que cresceram totalmente imersos no digital enfrentarão desafios diferentes dos vividos pelos Millennials e pela Geração Z. A relação com o trabalho, a educação e as expectativas sociais pode mudar radicalmente.
A maneira como a sociedade lidará com essas transformações definirá se esse grupo será visto como inovador ou apenas como mais uma geração “problemática”.
Em vez de repetir o padrão de resistência às novas gerações, talvez seja o momento de reconhecer que a Geração Alfa trará suas próprias contribuições e desafios, assim como aconteceu com todas as gerações que a precederam. Afinal, a evolução é inevitável.