Cientistas revelam que asteroide poderá atingir a Terra: veja as regiões afetadas

Projeções indicam que ainda existe um risco de colisão em 2032.

O asteroide 2024 YR4 tem chamado atenção da comunidade científica após previsões indicarem que existe um risco de impacto com a Terra em 22 de dezembro de 2032. Inicialmente, a chance era de 3,1%. Em seguida, novas análises, incluindo cálculos baseados em inteligência artificial, elevaram essa estimativa para mais de 6%. Porém, segundo, reportagem recente divulgada na CNN, a NASA fez um novo cálculo das possibilidades e elas se encontram, no momento, em cerca de 0,28%.

Mas, o que preocupa os cientistas é o fato de que, se atingir o planeta, o asteroide pode causar uma explosão comparável a oito megatons de TNT, potência 500 vezes maior do que a bomba atômica de Hiroshima. Confira mais detalhes a seguir.

Regiões em risco

A NASA e outras agências espaciais estão monitorando a trajetória do asteroide e identificaram possíveis áreas de impacto. Nesse sentido, as projeções indicam que o YR4 pode atingir do norte da América do Sul até a Ásia, incluindo cidades densamente povoadas, como Chennai, na Índia, e a Ilha de Hainan, na China.

No entanto, a incerteza sobre a localização exata do impacto reforça a necessidade de acompanhamento constante. Cientistas buscam mais informações para calcular com precisão os efeitos de uma possível colisão.

O tamanho da ameaça

Apesar de os novos cálculos mostrarem uma possibilidade menor de colisão, é importante refinar os cálculos. Foto: Agência Espacial Europeia.

O diâmetro do asteroide é estimado entre 40 e 90 metros, tornando-se um objeto perigoso caso entre na atmosfera terrestre. Dependendo do local de impacto, as consequências podem variar entre danos localizados e um evento devastador para cidades inteiras.

Além disso, as medições atuais são feitas com base na luz refletida pelo asteroide, o que pode gerar imprecisões na estimativa de tamanho. A Agência Espacial Europeia (ESA) reforça que é fundamental refinar esses cálculos para entender melhor o risco envolvido.

Monitoramento e próximos passos

Desde janeiro de 2025, telescópios de grande porte, como o Gemini do Sul, localizado nos Andes chilenos, têm registrado a movimentação do asteroide. Em fevereiro, o YR4 foi observado a 59,5 milhões de quilômetros da Terra e 209 milhões de quilômetros do Sol.

Especialistas seguem acompanhando sua trajetória, e a NASA não descarta ajustes nas previsões. Além disso, possíveis estratégias para desviar ou minimizar os impactos de um eventual choque estão sendo analisadas.

Apesar do novo cálculo mostrar uma redução das chances de impacto, a comunidade científica estuda novos ajustes nas previsões e permanece atenta. As incertezas sobre a trajetória reforçam a necessidade de estudos mais detalhados.

De qualquer forma, a vigilância contínua do asteroide 2024 YR4 garantirá que, caso a ameaça volte a se tornar mais concreta, medidas preventivas possam ser tomadas para evitar um desastre global.

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