Floodlighting: a nova tendência tóxica da geração Z nos relacionamentos. Veja mais!

Geração Z aposta em vulnerabilidade precoce para testar intimidade, mas especialistas alertam para riscos emocionais

O termo floodlighting tornou-se uma tendência entre os jovens da Geração Z, especialmente nas redes sociais como o TikTok. A palavra descreve o hábito de compartilhar experiências pessoais e traumas profundos logo no início de um relacionamento, buscando criar uma conexão mais rápida — embora isso nem sempre funcione como o esperado.

Segundo a definição original da pesquisadora Brené Brown, o floodlighting ocorre quando alguém sobrecarrega o outro com fragilidade emocional como forma de teste. Em vez de gerar intimidade genuína, esse comportamento pode afastar quem está apenas começando a conhecê-lo.

Compartilhamento precoce pode gerar desconforto

Compartilhar traumas no primeiro encontro pode afastar em vez de aproximar – Foto: Freepik

No contexto de um primeiro encontro, abrir o coração de maneira intensa pode parecer um ato de sinceridade. No entanto, relatar traumas logo nas primeiras conversas pode sobrecarregar o outro e dificultar a construção gradual de confiança.

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Segundo matéria veiculada no portal Forbes, um estudo de 2022 publicado no Psychological Reports demonstra que a ansiedade e o desejo de aceitação contribuem para esse tipo de revelação prematura, tanto online quanto presencialmente. A questão não é se abrir, mas sim saber o momento certo para fazê-lo.

A reciprocidade emocional precisa de tempo

Outro sinal de floodlighting é esperar que a outra pessoa compartilhe na mesma proporção. A dinâmica se desequilibra quando um lado revela detalhes íntimos e aguarda que o outro faça o mesmo, mesmo sem uma base emocional estabelecida.

De acordo com a teoria da penetração social, a intimidade cresce gradualmente. Forçar camadas mais profundas de forma antecipada pode dar a impressão de uma proximidade artificial — algo que, com o tempo, pode levar a frustrações e distanciamento.

Algumas pessoas incurvem no floodlighting como uma maneira inconsciente de testar a aceitação do outro. A lógica é: “se ele me ouvir e ficar, é porque é verdadeiro”. Contudo, essa expectativa pode criar pressão emocional desnecessária e gerar mal-entendidos.

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Relacionamentos mais saudáveis costumam surgir quando existe segurança interna. Praticar o autoconhecimento, validar suas próprias emoções e permitir que a intimidade se desenvolva com paciência são abordagens mais efetivas.

Floodlighting pode parecer um tipo de conexão, mas trata-se de precipitação emocional. Para construir relações duradouras, vale a pena desacelerar.

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