O filme ‘A Última Sessão de Freud’, disponível no Max, recria um encontro fictício entre Sigmund Freud e C.S. Lewis, explorando um confronto de ideias sobre fé, ciência e o sentido da existência.
Baseado na peça de Mark St. Germain, o longa se passa em setembro de 1939, quando Freud, já debilitado pelo câncer, recebe Lewis para uma conversa que se transforma em um intenso debate filosófico.
O embate entre fé e ceticismo
Freud, interpretado por Anthony Hopkins, é retratado como um pensador cético e ateu convicto. Em contrapartida, Matthew Goode dá vida a C.S. Lewis, um ex-ateu que se converte ao cristianismo.
A troca entre os dois personagens vai além da argumentação teórica; ela reflete também suas experiências pessoais e os traumas que criaram suas visões de mundo.
Em meio ao cenário da Segunda Guerra Mundial, o filme constrói um diálogo entre a busca por significado e a dura realidade de um mundo em colapso. A iminência dos bombardeios nazistas sobre Londres intensifica a carga emocional do encontro, tornando o debate ainda mais relevante.
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Equilíbrio entre genialidade e fragilidade
Anthony Hopkins traz um Freud melancólico, sarcástico e profundamente humano, equilibrando genialidade e fragilidade. Por sua vez, Matthew Goode apresenta um Lewis firme e ponderado, criando um contraste que fortalece a narrativa.
A direção de Matthew Brown evita excessos expositivos e transforma o embate filosófico em um diálogo fluido e acessível. A construção dos personagens e a ambientação detalhada tornam a trama envolvente, sem deixar de lado a complexidade das ideias discutidas.
Reflexões que ultrapassam a tela
Mais do que um filme histórico ou biográfico, ‘A Última Sessão de Freud’ convida o espectador a refletir sobre questões fundamentais da existência. O longa transforma conceitos filosóficos e psicológicos em uma experiência dramática, onde o embate entre crença e razão se torna tão relevante quanto os eventos históricos que cercam a narrativa.
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Com atuações marcantes e um ótimo roteiro, o filme se destaca como uma obra que desafia o público a pensar, tornando-se uma opção imperdível para quem aprecia discussões profundas sobre a condição humana.
Veja o trailer: