O mito dos vampiros atravessa gerações, mas poucos sabem que sua origem está ligada a mal-entendidos históricos. A palavra “vampiro” surgiu no século 18, quando relatos de mortes misteriosas na Sérvia despertaram o medo de seres sobrenaturais.
Nesse contexto, autoridades austríacas investigaram os casos e, ao interpretarem os costumes locais, acabaram gerando uma lenda que se espalhou pela Europa.
Casos misteriosos e a primeira menção a vampiros
Em 1725, no vilarejo de Kisiljevo, na Sérvia, nove pessoas morreram repentinamente. Porém, antes de falecer, todas relataram que um homem, já falecido, as sufocou.
Assustados, os moradores exumaram o corpo do falecido e encontraram-no surpreendentemente preservado, com sangue fresco na boca. O evento foi documentado por autoridades austríacas, que descreveram o fenômeno como algo “demoníaco”.
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Sete anos depois, em Medveda, outra vila sérvia registrou um padrão semelhante. Dezessete pessoas morreram em poucas semanas, alegando dificuldade para respirar antes de falecer. Novamente, a suspeita recaiu sobre um falecido local, que teve seu corpo exumado.
Testemunhas relataram que o cadáver não apresentava sinais de decomposição e tinha sangue escorrendo dos olhos e da boca. A solução encontrada foi enfiar uma estaca no peito do morto e queimá-lo.
O erro de tradução que criou o termo vampiro
Durante as investigações, médicos austríacos consultaram intérpretes locais para entender o que estava acontecendo. Os camponeses mencionaram a palavra “upir”, que significa “demônio” em algumas línguas eslavas. O termo foi mal interpretado e registrado como “vampiro”, propagando-se rapidamente pela Europa.
Explicações científicas para os eventos
Atualmente, patologistas sugerem que muitas dessas mortes podem ter sido causadas por antraz, uma doença bacteriana comum na época. Além disso, o estado de conservação dos corpos não era incomum. Em certas condições, a decomposição pode ser retardada, dando a impressão de que os mortos ainda estavam “intactos”.
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Com o tempo, o mito dos vampiros ganhou novas interpretações. No século 19, o escritor Bram Stoker transformou essas histórias em ‘Drácula’, consolidando a imagem do vampiro aristocrático e sedutor.
Assim, o que começou como um mal-entendido local se tornou uma das figuras mais populares do terror e da fantasia até os dias atuais.