3 grandes polêmicas do novo filme da Branca de Neve explicadas
Entenda todas as polêmicas e discussões geradas pelo novo filme da Branca de Neve
A adaptação live-action de “Branca de Neve”, um dos clássicos mais amados da Disney, tem gerado ondas de debates e polêmicas antes mesmo de sua estreia. Longe de ser apenas mais um remake, este filme mergulhou em questões modernas sensíveis, desde representatividade e empoderamento feminino até conflitos políticos.
Por isso, vem com a gente entender os pontos mais importantes que transformaram “Branca de Neve” em um dos filmes mais polêmicos dos últimos tempos.
A escolha do elenco de “Branca de Neve”
Para começar, a escalação de Rachel Zegler, uma atriz de ascendência colombiana, para o papel de Branca de Neve, trouxe uma série de reações, algumas delas marcadas por tons racistas. Isso porque críticos conservadores questionaram a fidelidade à imagem tradicional da personagem, enquanto outros defenderam a importância da representatividade na indústria do cinema.

Além disso, as declarações de Zegler sobre a personagem também alimentaram a polêmica. Em entrevistas, a atriz expressou sua visão de uma Branca de Neve mais independente e empoderada, diferente da figura do conto original. Acontece que essa abordagem, mesmo que alinhada com os valores modernos, gerou críticas de quem defendia a história clássica.
Os sete anões e a discussão sobre a representação de pessoas com nanismo
A representação dos sete anões também se tornou um ponto de discórdia. Aqui o problema está principalmente relacionado à decisão de utilizar efeitos de computação gráfica para criar os anões, que gerou debates sobre a inclusão de atores com nanismo na indústria do cinema.
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Inclusive, o ator Dylan Postl criticou em uma entrevista ao repórter Piers Morgan.
“Não posso ir para os papéis de Harrison Ford ou George Clooney porque isso não é para mim. Esses papéis de anões são para pessoas da minha estatura… agora pense nos atores dublês adicionais ou dublês de corpo, agora você está falando de vários atores da minha estatura que não conseguem esses papéis principais.”
Assim, a ausência de atores com nanismo nos papéis dos anões foi vista por alguns como uma oportunidade perdida gerar empregos aos atores com baixa estatura. A discussão se estendeu para além do filme, levantando questões sobre a responsabilidade da indústria em promover a inclusão.
O conflito Israel-Hamas e as opiniões divididas do elenco
Por fim, a divisão política em torno do conflito Israel-Hamas também gerou polêmica nos bastidores do filme. Afinal de contas, as opiniões diferentes das atrizes Gal Gadot, que interpreta a Rainha Má, e Rachel Zegler, sobre o conflito, acenderam debates nas redes sociais.
Aqui a questão gira em torno da posição pró-Israel de Gadot e da defesa da causa palestina por Zegler, que colocaram o filme no centro de uma discussão global. Inclusive, a expectativa em torno da interação das atrizes na estreia do filme trouxe a tensão política à tona.
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Um filme além do conto de fadas
Como você pode perceber, o remake de “Branca de Neve” se tornou nada menos que um reflexo das opiniões contrárias e contradições da sociedade moderna. E, a grande verdade é que as polêmicas em torno do filme acabaram servindo para evidenciar a importância da representatividade, a necessidade de repensar ideias e a dificuldade de separar a arte das questões políticas.
Assim, para além das polêmicas e discussões, o filme também passou a ser uma oportunidade de diálogo e reflexão sobre temas relevantes.
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