‘Alice no País das Maravilhas’ é uma obra que vai muito além do entretenimento infantil
Significados ocultos e mensagens subliminares intrigam leitores há séculos
As mensagens subliminares em ‘Alice no País das Maravilhas’ transformaram a obra de Lewis Carroll em um dos livros mais debatidos da literatura. Publicado em 1865, o romance combina fantasia e elementos enigmáticos que geram diversas interpretações. Muitos estudiosos acreditam que a narrativa traz críticas à sociedade da época e possíveis referências ao uso de substâncias psicoativas.
Alice Liddell: a inspiração para a protagonista
A personagem Alice foi inspirada em Alice Liddell, uma jovem que Carroll conheceu ainda na infância. O autor, cujo nome verdadeiro era Charles Lutwidge Dodgson, convivia com a família Liddell e fotografava Alice e suas irmãs, sempre sob a supervisão dos pais. Apesar das especulações sobre essa relação, não há evidências concretas de que tenha ocorrido algo impróprio.
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A simbologia por trás da história
O autor de ‘Alice no País das Maravilhas’ usa o enredo como uma metáfora para a transição da infância para a vida adulta. Durante a jornada, Alice enfrenta desafios que representam dilemas típicos do amadurecimento, como mudanças de tamanho e identidade.
O significado dos alimentos mágicos
O consumo de substâncias estranhas é um dos aspectos mais intrigantes do livro. Alice bebe um líquido rotulado “Beba-me”, que a faz encolher, e come um bolo com a inscrição “Coma-me”, que a faz crescer. Esses elementos já foram associados ao abuso de substâncias e a transtornos alimentares, mas também podem representar a forma como crianças percebem as transformações em seus corpos.
O Chapeleiro Maluco e o mercúrio

O Chapeleiro Maluco é um dos personagens mais icônicos da obra. Sua loucura pode estar ligada a uma condição real que afetava chapeleiros no século XIX, causada pela exposição prolongada ao mercúrio.A utilização desse elemento químico na fabricação de chapéus provocava problemas neurológicos e alterações de comportamento.
O Gato de Cheshire e suas mensagens enigmáticas
Outro personagem marcante é o Gato de Cheshire, que desaparece e reaparece à vontade, deixando apenas seu sorriso no ar. Seu comportamento misterioso sugere reflexões sobre a natureza ilusória da realidade e a busca por respostas que nunca são totalmente claras.

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Dessa forma, ao longo dos anos, ‘Alice no País das Maravilhas’ recebeu diferentes análises, que vão de uma crítica à sociedade vitoriana até uma representação do inconsciente. Independentemente da interpretação, a obra continua encantando gerações e inspirando novas discussões sobre seus possíveis significados ocultos.
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